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Quanto se junta para essa tal felicidade?

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Alegria não é póstuma, ou seja: não a temos por herdade de nossos pais

Há porém o legado que nos deixam.
Isso sim é póstumo.

De fato, somos constantemente abordados pelo nosso próprio anseio,
nossa própria angústia.
Sabe lá? Um dia, talvez, iremos nos despreocupar e apenas voar nas asas
de quem guia nossos passos.

Alegria, como já escrevi em um texto, não é objetivo de vida. No caso, a falsa alegria. Alegria real mesmo, é quando cultivamos pessoas, e apenas administramos coisas.

Agora. A alegria suma, _”supremacitada”_, é a que dividimos não somente com os próximos, mas com Deus.

“Ah Luciano. Eu já sei disso tudo, não precisa me dizer isso”

Mas sei que na sua mente (de todos nós) sempre fica aquela perguntinha chata: mas quando chegará o tempo de colher toda essa extasiada alegria?
Quanto tempo há de ser pra colher o monturo de tudo isso?

Respondo que não há tempo.

Para coisas intangíveis, o tempo é apenas algo que atrapalha. Uma dessas coisas intangíveis é a alegria real.

Pense comigo: que chato seria sabermos quando e como ela chegaria, não é mesmo?

Deus como bom Pai que agrada o filho, gosta de nos dar surpresas. O filho que tem tudo na hora que pede, se torna mimado e mal educado.

Saibamos pois, entender que o quanto se junta de nossa alegria, está no sorriso que deixamos na alma de cada pessoa que passa em nossas vidas.

Que um dia possamos lá em cima, jogar sobre um mesão, e rirmos juntos de cada história dos sorrisos divididos de nossa vida em terra, e, então, gozarmos da alegria plena que é o que mais importa, com Deus, nos céus

O Sangue Corrido Como Sorriso Em Nossas Veias – Luciano Diniz

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O Legado de Caim

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O império das drogas, crimes e politicagem
No meio do tiroteio entre o comunismo e o capitalismo selvagem
No final de todo esse imbróglio, por todos os lugares
Até além donde a vista alcança, seremos todos cadáveres

Em nome de um maldito e egoístico poder
E de poder a esse poder sem oposição exercer
Eu me pergunto, sem saber como ou o que responder:
“Quantos mais Amarildos e Marieles devem perecer?”

Money honey, doce amargo, venenosa peçonha da morte
Estaremos escolhendo o azar por nosso talismã da sorte?
Amor virou moeda de troca, menos que isso, uma lenda urbana
Nas miragens urbanas nos entorpecendo de fortuna, fama, ecstasy e cana

Como condessas Bathory, temos uma banheira de sangue para nos banharmos
Como césares romanos temos nossos coliseus de gladiadores e leões para nos alegrarmos
Como Israel no deserto temos codornizes para até a morte nos empanturrarmos
Na amarelinha dessa vida pulamos de quadro em quadro para ao abismo nos empurrarmos

Do justo Abel até ao profeta Zacarias
De João Batista a todos os mártires do Messias
Eis a geração que folgou com o Cristo crucificado
Eis a geração a quem Caim deixou seu legado

A morte completa, é isso que lhes será reservado…

Johnnÿ Dias.

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A Casa Sem Relógios (Nós Fazemos o Tempo)

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Nossa vida, costumo dizer que é uma grande casa…
Logicamente, moramos dentro dela
Quando criança, sorrimos, zoamos, corremos… Nós alegramos…

Paramos nessa casa pra ver as grandes sombras que passam sérias, de um lado para outro, e, às vezes nos dão atenção e carinho…

Psicologicamente, nossos pais dentro de nós mesmos: são eles a despreocupação, sonhos de criança e outros…

Vai tudo muito bem, dentro de nossa casa interior, até que?

Paramos pra olhar aquele objeto estranho parado na parede, que ninguém nunca olha, mas sempre está preocupado com ele…

Olhar fixo… Entramos em transe e aí começa o fio fino para mais perto da morte… E no meio desse baile todo: nossas obrigações diárias… Do tipo:

Conclua uma faculdade!
Case-se!
Está muito velha pra casar!
Muito cedo pra ter filhos!
Nossa, mãe solteira!
Nossa, homem de trinta anos e ainda mora com a mãe?
Tem gente com 20 e já tem até sua própria empresa!

Entre outros…

Somos açoitados por um tempo que psicologicamente, nunca fomos cobrados… Nós é que nos cobramos por achar que… Tu está indo rápido de mais…

Agora, digam vocês:

Como é aproveitar o tempo?
Não tenho talvez a melhor resposta, mas… O que sinto é:

Sermos gratos… E principalmente

Deixar o tempo ser o tempo, e, Você ser você… E os outros serem os outros…

Pois o tempo na verdade, é apenas um aplicativo no Playstore de Deus, que ele usa pra fazer acontecer cada coisa certa na vida de cada um

Então, nesse momento da morte, quando o tempo dela chega pra cada um, a casa rui… E o relógio? Ele some…

Das Horas Vagas (outro) – Luciano Diniz

Dedicado à Raquel Pombo

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No Apagar de Mais um Pedaço do Século XXI

maxresdefaultSou um andarilho pirado nesse mundo insano
Ando por lugares esquecidos, perdidos, ignorados por todos
e o que vejo nos becos e galerias de um Recife assolado, assombrado e perdido:
A infância que o tempo cuidou de demolir e assassinar

A infinita jornada da alma cada dia mais quer findar-se nesse mundo
em que imundo não é xingamento, é condição e regra
e a exceção – a purificação – parece-nos um remédio venenoso e mortal

Vejamos e reflitamos duas décadas anteriores
e vejamos que o reflexo fugiu do espelho de nossas almas a muito
Já fomos aqueles que levávamos as Boas-Novas com alegria pros condenados por seus crimes
Hoje gritamos “bandido bom é bandido morto” e quem questiona é tolo
Foi-se o tempo em que na TV se prevenia contra os que diziam que maconha não é droga
Diga que é hoje em dia e você será jogado na vala da intolerância
a mesa que ironicamente jogam os que se opõem a pena de morte e ao aborto
e a aqueles que falam de amor simples e não o livre que não é livre pra questionar sua própria libertinagem
Vejo a discussão do sexo dos anjos cada dia mais sinistra aqui dentro
enquanto lá fora balas perdidas de quem brinca de polícia e ladrão matam nossos filhos
Vejo arminianos escolhendo o fogo eterno, calvinistas predestinados às chamas infernais
O universalismo de todos pulando no lago de fogo e enxofre pra surfar no inferno
O Hound of Heaven chocado por correrem de seu bardo retumbante
pois que somos patriotas de uma nação falida que só cuida dos seus… bolsos
raros e caros, o faro de trabalhadores naros que o arcano do papa prediz o fogo celeste
para consumir nossa mente que dizia-se ser de Cristo,
renovada em nome da boa, agradável e perfeita divina volunta
e enquanto vários afundam aprisionados em dez braços mortais de um cefalópode
Somos a refeição, entrada, prato principal e sobremesa de nossa ganância
Ó Laodicéia, até quando Ele sofrerá por nós?
“O amor de quase todos esfriará…”

Amor meu, precisamos de um bunker, será?
Talvez, catacumbas ser-nos-ão por lar, mais uma vez, história cíclica
O que foi, isto é o que há de ser, nada há de novo debaixo do sol
em meio ao desamor que sobe mais que a inflação ou a taxa de criminalidade e desemprego
Quantos de nós resistiremos até o sangue pela fé, esperança e amor?

Johnnÿ Dias… Maranatha…

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Sejamos Circo… Macabro Circo

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Olá… Desprezável público…

O que é nosso corpo, senão um grande picadeiro ao alheio? Retirem de suas carteiras suas cédulas baratas de hipocrisia… Peguem seus binóculos do entretenimento do sofrimento alheio, e faça rir do que se importa e se preocupa com você sim! Ria dele sangrando a alma feito porco, enquanto ele chora sofrendo aquilo que você finge sofrer…

Nunca deixe de lembrar também, que você pode fazer chacota do grande espetáculo da tragédia alheia para seus amiguinhos e convidá-los a rir junto contigo!

Sim!!! Devorem insanamente as vísceras daquele imundo que sangra quase morrendo ali!

Mas tome cuidado… Tome cuidado para em meio a sua degustação, o sofrimento do seu igual do gosto doce, não se tornar amargo quando você lembrar do quanto que ele se importou com você… Do quanto ele chorou com você… Do quanto que ele te fez rir enquanto você chorava suas mágoas… E por fim… Cuidado…

Cuidado pois… Todos sabem que o palhaço ri por profissão, quando na verdade é triste…

E que a maior alegria para aquele palhaço, é na verdade ver os espectadores sangrarem feito prostitutas abortando, e porcos com bicheiras a sair pela boca…

Luciano Diniz – Sangue No Picadeiro

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“Por alívio, não se dar ao luxo.”

TIC

1/3 do meu peito amargura é
Não tem jeito, deito e penso,
Não penso em nada e levanto
Pego o terço e exerço a fé
Que fé…perdi e não achei
Estava cheio do vazio
Nas trevas me entreguei
Tragos e dose com um sorriso vil
Observo as luzes piscando
Pisco os olhos com a esperança
De ver algo bom acontecer
Veja você, crer sem ver
Pra crer que volto a ser
O que fui sem nem saber
Mudei e mudarei
Fora da lei, sei que a lingua tem poder
E que o saber executa
Quem sabe mata, quem sabe demais morre
Pensamento aleatórios, de saco cheio
Até dos porre, o tempo voa…corre
Para você ver…
A morte já temi
Já quis com ela ir
Hoje a ela me apeguei

Quando te quis você não me quis
Mais um fora na morte hoje eu dei.

TICÃO

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Beijo Na Madrugada

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Dando razão a minha tese,
Observada sobre quem perece
Na madrugada, com poesias
Se ela não te mata, fortalece
Expurgo da alma o que me enfraquece
Tento alinhar pensamentos
Letras embaralhadas
Em folhas amassadas
Sentidos que entorpecem
Ciclo definido,  finito
Que nunca amadurece
Exploro com palavras
A sensualidade que entristece
A fuga da realidade
Quando membros enrijece
Gemidos são mantras
Que ecoam em preces
A solidão é mestra
Se enaltece no seu curvar
Fazendo jus ao ditado
Ajoelhou, vai ter que rezar.

Ticão