Admoestações · Poesia filosófica · Sem categoria

Sorria, Você Está Sendo Testado

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É bom quando se está vivendo um mau momento, você novamente enxergar cores que outrora, eram opacas.

Privilégio de poucos, aqueles que em vários desafios e tormentas da vida, conseguem respirar.

Até mesmo quando você pensa: “perdi a quem mais amava… Agora o que será de mim?” Você é surpreendido e alegrado quando você novamente enxerga que, quem você sempre amou, você mesmo, nunca deixou de acreditar em você mesmo.

Habitar do justo, é caminhando sobre as cinzas que podem até sujar seus pés, mas no final…

Os pés pousarão novamente em terra fértil, calma…

Afinal

Vida sem emoções fortes… Nem vida é.

O Bom de Viver, É Se Alegrar Sofrendo. – Luciano Diniz

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mortuus est annorum

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Nos dizem que, trinta, é a idade do sucesso…

Bem dizer, idade não significa nada. Crendices nos separam do real, na verdade… Se pararmos para pensar, as coisas acontecem por acaso, sejam elas boas ou más.

O plasma vermelho que corre as veias, parecem já sem combustível… Por tantas pancadas, coágulos se formam nas junções do corpo, e travam…

É assim o sentimento atual.

Largado ao marasmo, seco, inibido, sem foco, arrancado de suas mãos algo que parecia tão certo e tangível… De repente… Papel em branco e lápis a mão para se reescrever novos planos…

Eu já tô cansado disso… Não sou editor nem redator de minha própria vida… Embora eu mesmo quem a faça segundo minhas escolhas e atos…

Mas se toda vez que, penso estar fazendo o certo, vendo pessoas prosperarem no errado, e, mortalmente sofrer novamente, prefiro declarar idade morta… E apenas vegetar no campo… Até que a impressão de que Aquele Cara está brincando comigo, passar… E então, firmar os passos novamente, e, não cometer a loucura de prosperar pelo errado, como os demais… E sofrer no certo, mas com o bem maior no outro mundo.

Luciano Diniz – Descanso não haverá para os que tem uma grande história.

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 Ícaro ou Dédalo

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A dor da alma se espelha no corpo.
As vespas que engulo, destilam seu veneno em meu estômago.
Apago a luz de minha vela, para manter acesa a fogueira daqueles que me incendeiam.
Atrás de um pouco de alívio, afundo cada vez mais na escuridão plácida que me consome.
Corro entre os espinhos que me cercam, minhas pétalas se despedaçam, enquanto continuo sorrindo.
Entre meu ranger de dentes, o alvo sorriso da angústia se destaca.
Devo me conformar com as cinzas, que minhas pétalas se tornaram, parar de ousar voar perto demais do sol?
Seria eu Ícaro em busca fadada ao fracasso, ou Dédalo em um lúgubre labirinto, construído de esperanças vãs, aguardando meu monstro/carrasco?

Edilson Jr.

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MAS TUDO BEM

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Eu nunca reclamei de viver em um labirinto …
Por saber que no final dele eu encontraria você….
Nunca pedi nada que meu dinheiro não comprasse …
Nunca me afundei em nada que minha mente pudesse esquecer …
E mesmo que eu me deixe levar …
Transparência nunca foi minha qualidade …
Mesmo valorizando a verdade…
Que as dores podem trazer …
Sempre valorizei cada sensação…
Não descartei nem aquelas que me fariam sofrer …
Nunca foi uma questão de dá cara a tapa…
Ou o outro lado da face …
Eu só nunca quis bater …
Talvez por pensar demais nos outros …
O mês de agosto nunca foi desgosto o suficiente …
Mais acho que olhar para frente é a melhor anestesia …
Que eu seja presa por melancolia…
Nunca por assassinato …
Por que de fato, toda moeda tem dois lados …
E no jarro, ainda estão as flores que você não quis receber …
Mas por mim tudo bem se eu não acordar amanhã …
Tudo bem se eu não passear descalça na grama…
Ou não pular de asa delta …
Tudo bem se eu não souber usar o delta pra calcular espaço e tempo …
Por que ainda dá tempo de ser o que sempre sonhei …
Dá tempo, e se não der…
Tudo bem …
Será suficiente ter te conhecido…
Dá tempo de não apertar o gatilho, e simplesmente esquecer …
Ninguém nunca sabe de quem é a culpa …
Ou se a culpa foi despejada na pessoa certa …
Se a porta do meu coração sempre esteve aberta, você nunca entrou por que não quis …
Mas eu ainda prefiro acreditar que se sujou com o verniz …
Ou que o trânsito está tão louco que não conseguiu chegar a tempo…
Mas eu tentei …
Tentei te fazer sorrir …
Com uma piada sem graça …
Tentei te fazer dormir com um cafuné …
É que de um tempo para cá eu passei a ter mais fé…
Desde que ouvi o primeiro refrão que me fez lembrar seu nome …
Mas como nem todo filme tem um final feliz …
Vou esperar secar o verniz e ver você aparecer …
Quero ainda estar acordado quando mudar de ideia …
E não ter trancado a porta quando você chegar …

                                                          Jardy Carvalho 🎈

Poesia

Cifrados Cifrões

dracula-prince-of-darkness-01Declamar de maneira quiçá invertida
Remet arof
Os heróis de Cazuza morreram de overdose
Os meus morreram quando eu vi seus extratos bancários e contas fantasmas em Cayman

Se um político temer ser investigado, o povo pode começar a temer
Caso tal político esteja em quaisquer esferas do poder
Vai poder multiplicar seus temores de que no final não sobrará nem o pó da lembrança
daquilo que um dia você chamou de sustento para sua família

De um lado picham em muros de igreja contra a intolerância religiosa (?)
De outro tatuam em testas forçadamente sentenças de quem não crê em mudança de vidas
Qual lado no final das contas está certo em suas marcas fétidas de estupidez?
Se é pra escolher um deles para “salvar a nação” prefiro dobrar os joelhos a Deus e nada mais

Mas pra que remédio? Povo doente só dá despesa – que morram então
Mas pra que ciências? Povo burro só vota na gente – que emburreçam então
Mas pra que Amazônia? Povo indígena só irrita a mais de 500 anos – que se extingam
Mas pra que aposentar-se? Povo velho só cansa – que morra logo então

E quem liga? Lá fora jogam pelada, tocam letras pedófilas de masturbadores babacas
Enquanto jogam fumaça pra cima e conversam sobre o último roubo que fizeram
Pra garantir mais o sustento – não da família e sim da sua Santa Maria Joana
Nossa Senhora de Joanetes e seu poder de fazer o mundo parecer tão feliz…

“Quem é que vai pagar por isso? E a gente ainda paga por isso!”
Quem é que fica feliz com isso?
– O Palácio do Planalto!
– CERTA RESPOSTA! GANHOU UM MILHÃO NO TRASEIRO! MA ÔEEEEEEEEEEE!

Tóxica perempção das causas de uma sociedade falida sem direção ou sentido
Perdigotadores despejando falas salivadas de pura estupidez
Nenhum dos salvadores da pátria nos darão um salvo-conduto
Qual a nova droga de aluguel que vamo procurar na próxima eleição?

Não nos sobrarão cabelos nem mesmo brancos, nem flora ou fauna no fim
Quando os olhos puxados do outro lado do mundo nos virarem de cabeça p/baixo
Até sugar o último cifrado cifrão do mil-réis e do tostão sem valor
O que nos restará de oásis no distópico e futuro brasileiro ⵜⵉⵏⴰⵔⵉⵓⴻⵏ?

 

Johnnÿ Dias – Sem Nenhum Níquel ou Cifrão no Bolso…

(Poema planejado para sair a um mês atrás, dia 02/08/2017, mas o lamentável resultado final do que aconteceu nesse dia levou-me a deixar esse vinho podre, esse vinagre amargo, na conserva da adega das más ideias, e ei-lo aqui, poetizá-lo-ei enfim, com muito mais “sabor” dos dias amargos que esse mês nos trouxe a todos nós – e preparar-nos-emos pois bem pior virá-lo-á!)

Poesia

Caostrofobia

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Falar demais é um senhor mal cruel de nosso viver-morrer diário
As pessoas não se importam
Não correspondem
Não coordenam nem subordinam
E minha oratória, minha oração vira simplesmente uma oração simples sem sentido

Esperamos o retorno e ele jamais diz olá
Educação se foi e não deixou lembranças nem vai mandar cartão-postal de onde está
Minha ciclotimia é minha catástrofe ou não é?
Eu não caibo mais em mim, não sei se cê um dia caberia
Eu acho um saco o facto crudelíssimo de meu saco viver cheio em meu saquitel furado
Bucho vazio de um tal de amor e inda assim reclamando de barriga cheia

Meu status abnormal de viver, adnormal de ser
Meus pesadelos insensatos atemorizam os sonhos a ficarem sem dormir séculos a fio
Reviver em looping minhas decepções e as que causei é minha série noturna predileta
E a bizarra possibilidade, magnetismo ou carma fatabilístico da qual viverei todas again
e again e de novo e novamente e sempre e sempre e always and forever and ever
Somente resta-me um “never”. Nevermore.

Anos maravilhosos parecem ter como anexos deliciosas panaceias suicidas
A cada um cabe alegrias, mas as tristezas que vierem já advém fisiculturistas
Bodybuilders
Midiaticamente a crise dos 40 parece-nos uma muralha comparável à da China
Decerto tolinhos desconhecem o Colosso de Rodes nomeado crise dos 30
Aquela crise que antecede em uma década a decadência vindoura
e a queda das belas e maltratadas madeixas para virar adubo e tão-somente isso
e lembranças perdidas em fotografias virtuais ou corroídas ou queimadas de flash

Seria de todo bom que certas coisas de mim saíssem como flatos
Pois que não tornaria a realizá-las dando-me mais prazer as abandonar que as satisfazer
Mas seu deputado filhote de Gramsci disse que lixo é cultura
No café da manhã vou rangar esse tóxico delicioso até que a morte nos junte no inferno

Afinal sexualização precoce não é problema
num país em que se fala de “cultura de estupro” tudo é possíveeeeeeeeeeeeel
O politicamente correto com seu poder inacreditável de se contradizer
Pão e circo, quando falta o primeiro, o segundo é um ótimo narcótico…

Mas continuamos sendo justiçados numa justa injusta pelos justiceiros da jurisprudência da imprudente sociedade das improbidades administrativas
Tomemos os analgésicos, sanativos, emplastros, anestesias, clorofórmios
Há uma gota de álcool, de cola, LSD, heroína, ópio, em cada neopoesia dos gênios atuais
Os prêmios nobéis do ignóbil Sir Ferrem e do mestre em filosofia Sipho Demus
Eles comandam a nossa cultura iletrada mais analfabeta que os indígenas
Ao menos a memória deles conserva histórias e mitos que construíram seus povos
Ao passo em falso nosso de esquecer quem roubou nosso pão ontem
ou a previdência em 1991
ou o pau-brasil em 1500

Os móveis coloniais de acaju e jacarandá nos palacetes lusitanos e espanhóis
A cachaça de fabricação nacional com sangue negro nos alambiques holandeses
As esculturas de ouro e os colares de diamantes nos peitos das musas britânicas
Até pedras de aquamarine e esmeraldas do chão brasileiro
expostas em museus estadunidenses
Nos sobrou o que?
As nádegas das modelos carnavalescas
– Isso sem contar as que foram exportadas aos russos de maneira ilegal
Ou as pernas e pés certeiros dos campeões futebolísticos
– Se não tiverem batendo bola nas arábias ou com pessoas de olhos puxados
do outro lado do planeta torrando dólares que não veremos nem na tevê

Yes, nós temos bananas… pra dar e vender. Mas só um banana pra comprar outro mesmo
Sou só mais um chato no fogo cruzado desses polos
que os opostos se atraem e nem notam
Nem todo moralismo é falso, nem todo politicamente correto é correto
No fim são dedos indicadores apontando os supostos responsáveis um contra o outro
E no crepúsculo final de braços dados todos os dedos e seus donos pulam no abismo
E levam-nos em sua divertida aventura suicida – adoooooro!

O Vevo logo após eu ouvir o som que ilustra minhas frustrações da sociedade
me recomenda mais uma dessas maiores bandas de todos os tempos da última semana
Mais uma masturbação sonora pra curar a azia que vejo feder ante o sexto sentido
captando um planeta cada dia mais sem direção, quiçá sentido
nesse vetor de forças catastróficas

Pra que se preocupar com educação, saúde, transporte ou segurança pública?
Pra que sair pra namorar, se tem o Tinder?
Pra que ir na casa de alguém, se tem o Whatsapp?
Pra que andar de bike pro bairro vizinho se tem o Uber?
Pra que imprimir currículo se tem o LinkedIn?
Pra que ir comprar CDs se tem o Spotify?
Pra que locadora de filmes ou cinema tendo a Netflix?
Pra que chamar amigos pra jogar videogame tendo o Steam?
Pra que comprar livros se tem a Wikipédia?
Pra que ler jornais e revistas tendo blogs e o sempre imparcial Facebook?

Não derramo lágrimas nem suor nem sangue
Cansei de ofertar toalhas aos outros enquanto minha dor é um câncer em metástase
Irreversível e incurável
O estado-violência e o abandono do tal de amor me violentando, currando, estuprando
Cê acha que eu gosto? Prefiro virar bolor igual Arnaldo Baptista há tempos cantarolou
Não rolou

Depois de velho e com tanta porrada nos caras que não fazer nada
Ou seja, eu parecia um imbecil da Opus Dei masoquista chicoteando-me
e com um cilício espremendo minhas coxas e meu coração despedaçado
Chega um momento em que até o menor sinal não-confirmado de hostilidade
Soa como um grito de declaração de guerra e pedido de beber minha vingança

Concrete jungle, concrete jungle, ugly, congo, ronco, uga buga

O vermelho ou o verde e o amarelo, no fim não passam de cores
Todas partes do eterno infinito branco que um dia também virará pó e cinzas negras
CIA, MI-6, KGB, Dops, no fim não passam de dores
Aguardando o sinal verde (ou vermelho intermitente das sirenes) para deitarem
em nossa carne viva

Não esperei meu lobo voltar, corri com os doces pra casa da vovó pra me empanturrar

In your game of heads and tails, I’m head ever, your tail never

Todos nos chamam de perdedores em eterno mimimi na corrente do rio cultural
Prefiro imaginar que estamos na margem rindo dos que são acorrentados carregados
por esse sacro rio Ganges cheio de fezes e cadáveres oferecendo ósculos a tais tolinhos

Não pretendo colher batatas da terra
Guerra por ninguém vale a pena, amor não se faz com isso nem com tão pouco
Miséria é miséria em qualquer canto, mas os homens querem negar isso sei lá como

Todos temos força pra mudar as telhas da casa
Falta-nos pedir a Deus que está no teto da casa pra ajudar-nos e pegar a escada duma vez
Invés de deixarmo-nos presos no chão da casa ao diabo sorrir
com o que há de errado em nossos corações

Frontispício da miséria, epitáfio das dores
Eu, teu holandês voador, chora nos céus perdido nos sonhos dos supostos oligofrênicos
Mas nunca esquecerei de amigos que perdi ao longo dos anos
Nem perderei de vista meu medo da solidão, meu caos de claustrofobia
Eu quero caminhar pelos jardins criados por Deus nessa terra que a gente esqueceu
e vive acusando ao Criador injustamente de Ele a ter esquecido
Tolinhos nós

Johnnÿ Dias

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JÚPITER

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Sonhos são cruéis …
É torturante ter que escolher entre o sonho e a realidade ….
Por que na verdade …
Os sonhos só dependem dos papel que damos a eles….
E quando a noite vem, e o silêncio do meu quarto começa a me consumir ….
Quando eu quero sumir …
E me encontrar pulando de asa delta em alguma parte desse céu …
Sinto como é cruel …
Não sentir seu cheiro na minha roupa …
É cruel não passar as noites em claro olhando você dormir …
Eu só queria sair daqui …
Poder me libertar desse quarto de espelhos…
E parar de diminuir pra passar por essas portas ….
Não faça apostas…
Não é ganhar ou perder ….
Isso é vida…
A Saída pode está em qualquer lugar …
Nas minhas mãos, ou atrás das passagens de qualquer metrô…
Perdida dentro de qualquer vagão desse trem …
Perdida nessa constelação em que eu só enxergo seu sorriso…
No paraíso …
Vem comigo caminhar sobre os anéis de Júpiter…
Por que o mundo é pequeno entre seus dois extremos …
E o amor é veneno …
Corroe suas veias preenchidas por dor …
O amor não tem cor …
E eu não tenho rumo…
Venho da tempestade …
Desculpa o papel molhado …
O cartão amassado….
As flores foram levadas pela correnteza…
Mais venha com certeza…
Os espinhos dos talos não vão te perfurar…
Não tenha medo …
Eu posso te proteger com minhas cicatrizes …
Nem que para isso eu tenha que afundar…

Jardy Carvalho 🎈